Sempre que teve oportunidade, Romeu di Lurdis mostrou claramente o seu amor e o profundo respeito pela mulher.
Hoje, mesmo não estando presente fisicamente, é importante lembrar uma das suas obras mais conhecidas: a música “Mudjer”. Ela é ouvida e partilhada não apenas em março, quando se celebra o Dia da Mulher Cabo-verdiana, mas também como um convite à reflexão num arquipélago que, ultimamente, tem sido marcado pela descriminação, violência e morte de mulheres (dentro e fora do país).
Por meio de imagens poéticas e comparações, Romeu di Lurdis descreve a mulher como luz, mel, sombra e essência da vida. Em versos como “Si omi é sábi, mudjer é dimas”, a música mostra a força e a importância da mulher, valorizando-a não apenas como ser humano, mas como base da sociedade cabo-verdiana.
Em outras partes da canção, a mulher é apresentada como fonte de carinho e esperança, reforçando a sua importância em todas as áreas da vida.
O poeta e compositor romântico apresenta um vídeo simples, que foca na emoção da canção, sem recorrer a cenas complexas ou histórias complicadas. Nele, sobressaem o sorriso, o brilho e a essência da mulher vulnerável, mas muitas vezes obrigada a ser forte em quase todas as fases da vida. Cada gesto e expressão no vídeo mostra a mistura de fragilidade e força que a letra descreve tão bem.
A obra abre espaço para reflexão, sustentada pelo amor e pela esperança. Valores que faltam muitas vezes nas famílias e nos ambientes sociais. A raiva destrói e, por vezes, a morte vence. É um convite não apenas a apreciar a música, mas também a pensar sobre o papel da mulher em todos os espaços da comunidade.
Talvez esta seja uma das mais belas cartas já escritas para a mulher, que deve ser lida e relida pelo povo cabo-verdiano. Mas será que estamos a reconhecer verdadeiramente o seu valor em cada gesto, em cada momento do dia da nossa vida?
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