Cabo Verde é um arquipélago onde o calendário não se mede em meses, mas em estações culturais que percorrem as dez ilhas. Das montanhas às areias douradas, as festividades são a força vital que une a identidade de um povo, transformando cada vila num palco de partilha, sabores tradicionais e ritmos ancestrais. São ritmos e grandes personalidades que passam, e a aliciante ideia de artistas nacionais de almejarem, a cada ano, pisar palcos de enorme relevo.

É um roteiro contínuo que convida a mergulhar na gastronomia típica com aquela hospitalidade genuína que floresce quando as ruas se enchem de cor e som.

O ciclo começa com o brilho do carnaval (fevereiro) e a mística das Cinzas em Santiago. Na primavera, a Praia vibra com o AME (Atlantic Music Expo) e o Kriol Jazz (abril), enquanto o Fogo celebra as lendárias Festas da Bandeira (maio).
O meio do ano pertence às Tabancas e ao fervor do São João (junho), mas a energia não para: o verão traz o Gualdino em Santo Antão, a mística Baía das Gatas (agosto) e o desporto internacional com o Mundial de Kitesurf no Sal.

O ano encerra com o prestigiado Sete Sóis Sete Luas na Brava e na Ribeira Grande, e o Festival de Santa Isabel na Boa Vista, provando que em Cabo Verde an alma dança sem interrupções.
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