Em dezembro de 2026, Cabo Verde fará história como o primeiro país africano a receber o Web Summit Spotlight, um marco que mereceu o reconhecimento imediato de Paddy Cosgrave pela “visão clara para o futuro digital” das ilhas. Este anúncio do Governo, feito no dia 17, não é um evento isolado, mas o desfecho de uma maratona de dez anos de diplomacia tecnológica, provando que o país deixou de ser um simples participante para se tornar o conector estratégico entre continentes.

O percurso de afirmação começou em 2016, na primeira edição em Lisboa, e consolidou-se em 2019 com a instalação do primeiro stand de uma nação africana no evento. O caminho foi pavimentado com momentos de alta visibilidade, como a visita de Cosgrave ao arquipélago em 2020 e o facto de Ulisses Correia e Silva ter sido o primeiro líder africano a discursar no palco da Web Summit no Brasil. Em 2025, a presença da maior delegação africana de sempre em Lisboa selou a confiança necessária para este passo definitivo.
Agora, o objetivo é converter a centralidade geográfica de Cabo Verde — a curta distância dos EUA, Brasil e Senegal — num motor de inovação real. Através do Parque Tecnológico, o evento Spotlight servirá para projetar economias emergentes e aproximar o talento local e a diáspora dos grandes investidores mundiais, garantindo que o arquipélago seja o filtro por onde passará o futuro digital do Atlântico.
Fonte: @expresso das ilhas @Bantumen
Edição e Adaptação: Cabo Verde Files