Desde que “Morri Djuntu” saiu ontem, dia 12 de fevereiro, o flow do Manolo tem funcionado como um batimento cardíaco que resgata a pureza do rap, onde cada rima parece um encontro marcado com a verdade da street. Ele escolheu a batida old school para dar peso à sua história, trazendo de volta aquela nostalgia de quando o rap era o espelho mais fiel da realidade.

Manolo no VideoClip “Morri Djuntu
Captura de Tela @Manoloatirador

Com uma métrica inconfundível, a música reforça muito a atualidade de Cabo Verde com foco na capital, relatando a problemática juvenil entre tiros, bebida e o caminho estreito dos vícios.

Ao referenciar Djedje e 2PAC, Manolo evoca os grandes, e a reação de quem ouve é imediata. Muitos que, como eu, só conheciam a voz, sentiram o impacto de finalmente ver o rosto, como se lê nos comentários: “Ta obiba Manolo mas nunka odjaba bu face” ou quem se pergunta “Undi bu staba sucundidu…”.

Para a street, ele já era o “GOAT”, mas este vídeo é o “mas bom ki tudo alguém”. A forma como ele encara a câmara faz da lente uma ponte para o seu storytelling, dando uma nova dimensão às cicatrizes de que ele fala. É a prova de que, por trás da rima, existe a verdade crua de quem viveu o que canta.

Video Oficial “Morri Djuntu” @Manoloatirador

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