Amílcar Cabral deixou uma marca profunda em vários estilos musicais que moldaram a nossa nação.
Nestas faixas, que muitos hoje já nem ouvem, mostram como a influência deste herói guiou os artistas e a própria identidade de Cabo Verde.
Hoje, embora a arte revolucionária ainda exista, a música tornou-se mais comercial e perdeu a força crítica e de justiça que estes arquivos preservam.
Os tubarões “Cabral Cá Morri”
Grupo icónico que expressa gratidão a Amílcar Cabral, afirmando que chegou a hora de Cabo Verde. Cabral é apresentado como símbolo de liberdade e, por isso, nunca morreu.
Tony Lima “Bu morri Cedo”
O artista faz uma pequena cronologia da vida e da importância de Cabral, destacando a sua luta contra o colonialismo e lamentando a sua morte precoce.
“Nos Pobreza ké noz Rikeza” la Mc malcriado
Os elementos do grupo enfatizam que, apesar das dificuldades, Cabo Verde deve ser celebrado como um lugar que não pode ser esquecido. A música reforça a importância da cultura, das tradições, da bandeira e da independência.
“Nôs cultura nu ka ta skeci.
Nôs tradições nu ka ta skeci.
Nôs bandeira nu ka ta skeci.
Independência nu ka ta skeci.”
FDC (fidjuz di Cabral) feat Marise Cabral povu independent (Cabral Luta)
Com um rap de forte ideologia e carácter informativo, o grupo recorda a figura de Amílcar Cabral como um exemplo que deve ser preservado e seguido eternamente.
4Art K “KuArt K” Estrela Negra Abel Djassi
Também através do rap, o grupo apela à união do povo, inspirada nos ideais deixados por Cabral, incluindo mensagens diretas dirigidas aos camaradas.
Frank Mimita “combatente paigc”
A música retrata o esforço e o trabalho que a luta pela independência exigiu, associando-os à esperança, à resistência e até à chegada da chuva como símbolo de renovação para Cabo Verde.
Nhô Balta “Midjor Fidjo”
O artista reforça a figura de Amílcar Cabral como o maior nome da história de Cabo Verde e um orgulho nacional.
Norberto Tavares “Cabo Verde Di esperança”
A canção transmite a mensagem de que cada cabo-verdiano é um Cabral e que está nas mãos de todos a missão de construir um Cabo Verde de esperança.
Ao revisitarmos estes sons percebemos que o legado de Cabral vive na cadência de cada verso que questiona o presente. Que este 20 de janeiro de 2026 sirva para voltarmos a ouvir o que o mercado nos fez esquecer.
Que música ouves quando queres recordar Amílcar Cabral?