A história por trás do sucesso de Loony Johnson com o rei do funaná, Zeca Nha Reinalda, mostra que o respeito gera grandes obras.
Tudo começou com um encontro no Festival de Santa Maria. Loony, que sempre aprendeu a respeitar os mais velhos, viu ali a chance de ouro de gravar com um “homem grande” da nossa música.
O mais curioso? A música começou a ser feita por Loony… no telemóvel! Quando o Zeca ouviu, disse logo: “É sucesso“. Mas o toque final veio da mulher do Zeca. Ao ouvir o tema, ela disse: “Zeca, keli bu ten ki canta”.
Foi também aí que decidiram mudar o nome; o que ia ser “Homi Bedju” passou a ser o respeitoso “Homi Grandi“. Na história que a letra, Loony canta sobre o seu desejo de estar com a “filha do Zeca” mas faz questão de ir falar diretamente com o pai para pedir a sua bênção e mostrar que as suas intenções são sérias.
Captura de Tela @LoonyJohnson
O Zeca, no papel de pai protetor e “Homi Grandi“, deixa claro que não quer ver a sua filha sofrer e diz ao Loony “ pa fazi si filha xinti sabi”.
É o reviver da tradição cabo-verdiana de “pedir a mão” ou “falar com o pai”, hoje nem tanto, num beat moderno.
E o palpite foi certeiro. A música limpou os CVMA 2019, vencendo como Melhor Videoclipe, Melhor Afrobeat/afrihouse e Melhor Colaboração.
Hoje, o vídeo já conta com quase 10 milhões de visualizações no YouTube. Uma verdadeira lição de como a união entre gerações faz história.
Fonte: @Podfla
Redação e Adaptação: Cabo Verde Files