Uma delegação cabo-verdiana está na China entre 3 e 17 de setembro de 2026 para participar num seminário dedicado à governação municipal e conhecer experiências relacionadas com a modernização das cidades.
A missão reúne 36 representantes de Cabo Verde e inclui responsáveis municipais, representantes de assembleias municipais e elementos de outras instituições ligadas à administração pública e à formação. O objetivo é permitir a troca de experiências e o contacto com modelos utilizados na China.
Por que estão representantes cabo-verdianos na China?
A missão pretende proporcionar contacto direto com experiências chinesas de governação municipal, desenvolvimento urbano e utilização de tecnologia na administração das cidades.
Um dos temas centrais é o conceito de cidades inteligentes, que envolve a utilização de tecnologia e dados para melhorar a gestão dos serviços urbanos e a relação entre as instituições públicas e os cidadãos.
Para um país como Cabo Verde, onde os municípios enfrentam desafios relacionados com recursos, urbanização, mobilidade e prestação de serviços, este tipo de intercâmbio pode ser uma oportunidade para conhecer soluções utilizadas noutros contextos.
Quem integra a delegação?
A delegação é composta por 36 representantes de Cabo Verde.
Entre os participantes estão presidentes de câmaras municipais, presidentes de assembleias municipais e representantes de outras instituições, incluindo áreas relacionadas com proteção civil e ensino superior.
Por isso, não é correto tratar os 36 participantes simplesmente como presidentes de câmaras. A composição da delegação é mais ampla.
O que vão estudar?
A missão está relacionada com experiências de governação municipal e modernização urbana.
Entre os principais temas estão a administração municipal, cidades inteligentes, inovação tecnológica e modelos de gestão que podem ser analisados a partir da experiência chinesa.
A importância das cidades inteligentes
Uma cidade inteligente procura utilizar tecnologia, dados e sistemas digitais para tornar determinados serviços públicos mais eficientes.
Isso pode envolver gestão de trânsito, iluminação pública, saneamento, segurança, proteção civil, atendimento ao cidadão, recolha de resíduos e outros serviços municipais.
A ideia não significa necessariamente construir cidades totalmente automatizadas. Em muitos casos, significa utilizar melhor a informação disponível para tomar decisões e prestar serviços.
O que Cabo Verde poderia aproveitar?
A experiência internacional pode ser útil para Cabo Verde em várias áreas.
A digitalização dos serviços municipais, por exemplo, pode reduzir deslocações dos cidadãos aos balcões e tornar determinados processos mais rápidos.
Também pode haver espaço para melhorar sistemas de informação, gestão de emergência, comunicação entre serviços e utilização de dados para planeamento urbano.
No entanto, uma experiência que funciona num país de grande dimensão não pode simplesmente ser copiada e aplicada diretamente em Cabo Verde.
Cada município cabo-verdiano tem características próprias, desde Praia e Mindelo até municípios menores e com menor capacidade financeira.
O verdadeiro desafio será transformar aquilo que for aprendido em soluções adaptadas à realidade local.
Por que a missão acontece entre 3 e 17 de setembro?
A programação decorre durante duas semanas, entre 3 e 17 de setembro de 2026.
Durante esse período, os participantes terão contacto com experiências de governação municipal e iniciativas relacionadas com modernização e desenvolvimento urbano.
O que pode acontecer depois da formação?
A parte mais importante da missão começa depois do regresso da delegação.
O interesse não está apenas em conhecer o que outros países estão a fazer, mas em saber se algumas dessas ideias poderão ser adaptadas aos municípios cabo-verdianos.
Será interessante acompanhar quais propostas serão apresentadas, quais poderão ser implementadas e quanto custaria colocá-las em prática.
A formação por si só não transforma uma cidade. O resultado depende da capacidade de transformar conhecimento em projetos concretos.
A experiência chinesa pode servir para Praia e Mindelo?
Pode servir como referência, mas qualquer aplicação terá de levar em consideração as diferenças económicas, sociais, geográficas e institucionais.
Praia, Mindelo, Sal, Boa Vista e os outros municípios enfrentam desafios diferentes.
Por isso, uma eventual adaptação de soluções estrangeiras deve partir dos problemas locais e não apenas da tecnologia disponível.
Perguntas frequentes
Quantos representantes de Cabo Verde estão na China?
A delegação é composta por 36 representantes.
Quando decorre a missão?
A missão decorre de 3 a 17 de setembro de 2026.
Qual é o objetivo da formação?
O objetivo é conhecer experiências de governação municipal, modernização e cidades inteligentes e promover a troca de experiências.
Todos os participantes são presidentes de câmaras?
Não. A delegação inclui presidentes de câmaras, presidentes de assembleias municipais e representantes de outras instituições.
O que é uma cidade inteligente?
É uma cidade que utiliza tecnologia, dados e sistemas digitais para melhorar a gestão urbana e a prestação de serviços aos cidadãos.
A China vai financiar projetos municipais em Cabo Verde?
A participação num seminário e a troca de experiências não significam, por si só, que exista financiamento para projetos. Qualquer eventual acordo ou investimento deve ser confirmado por fontes oficiais.
Conclusão
A presença de uma delegação de 36 representantes cabo-verdianos na China coloca em debate um tema cada vez mais importante para os municípios: como utilizar tecnologia, dados e novas formas de gestão para melhorar os serviços públicos.
A missão decorre até 17 de setembro e poderá gerar novas ideias para a administração municipal cabo-verdiana.
Mas o verdadeiro resultado só poderá ser avaliado depois do regresso da delegação, quando for possível saber o que será efetivamente adaptado à realidade de Cabo Verde.
Fontes: RTC, Expressão das Ilhas e informações oficiais sobre a missão.





