Gregório Vaz, eternizado na história da música como Codé di Dona, é o pilar incontornável do Funaná moderno. No entanto, a sua vida esteve longe dos holofotes durante décadas.
Natural de Santiago, Codé passou a maior parte dos seus dias a trabalhar arduamente na agricultura e como guarda-florestal na cordilheira central da ilha.
Munido apenas de um acordeão (gaita) e de um ferrinho, ele compôs canções que hoje são hinos nacionais, como “Febre de Funaná” e “Sanjon Preto”.
O seu talento era tão cru e autêntico que o mestre só gravou o seu primeiro álbum profissional de estúdio aos 56 anos de idade.
A sua simplicidade contrastava com a energia magnética que saía dos seus dedos, provando que o verdadeiro génio não precisa de pressa para se fazer ouvir.





