Claudino de Jesus Borges Pereira, conhecido artisticamente como Dino D’Santiago, é o maior revolucionário da música afro-descendente da atualidade. Nascido na diáspora portuguesa, Dino conseguiu a proeza de fundar um novo movimento estético: pegar na herança tradicional do Batuku e do Funaná e envolvê-la com a eletrónica global e a música urbana contemporânea.

📌 Ficha Técnica do Artista
- Nome de Nascimento: Claudino de Jesus Borges Pereira
- Data de Nascimento: 13 de Dezembro de 1982
- Naturalidade: Quarteira, Algarve, Portugal (filho de pais naturais de Santiago, Cabo Verde)
- Géneros Principais: Afro-Pop, Batuku, Funaná, R&B, Música Eletrónica
- Instrumentos: Voz, Composição
Biografia e Percurso Musical
As Origens e a Fé na Música
Nascido em Quarteira, no seio de uma família de imigrantes cabo-verdianos vindos da ilha de SantiagoClicar para abrir o painel lateral e ver mais informações, Dino d’Santiago cresceu rodeado pela música. As suas primeiras influências vocais surgiram nos coros da igreja católica que frequentava com os pais, que eram catequistas. Na adolescência, aproximou-se dos movimentos de hip-hop e soul locais.
Ficou conhecido do grande público português em 2003 ao participar no programa de televisão Operação Triunfo. Pouco depois, integrou os emblemáticos coletivos Jaguar Band (com os Expensive Soul) e co-fundou o projeto Nu Soul Family.
O Encontro com as Raízes e a Mudança de Nome
O ponto de viragem na sua carreira deu-se após uma viagem de imersão espiritual e cultural à Ilha de Santiago. Fascinado pela força visceral do Batuku e pela cadência frenética do Funaná, o artista decidiu fundir estas raízes com o seu background eletrónico e urbano.
Em jeito de homenagem à terra dos seus pais e ao legado cultural que ali redescobriu, alterou oficialmente o seu nome artístico para Dino D’Santiago, lançando o álbum aclamado pela crítica Eva (2013).
O Legado e a Revolução Musical
“O Batuku é o ritmo que me liga à terra, à força das mulheres cabo-verdianas. A minha missão é levar este pulsar ancestral às pistas de dança de todo o mundo.” > — Dino D’Santiago
Dino d’Santiago tornou-se o grande catalisador da “Nova Lisboa” — um movimento estético e social que celebra a riqueza da herança lusófona, conectando Lisboa, Praia, Luanda e Salvador da Bahia. O seu disco Mundu Nôbu (2018) redefiniu a pop de expressão portuguesa.
Com os álbuns subsequentes Kriola (2020) e Badiu (2021), consolidou o seu papel como ativista social e criador musical único, sendo apontado pelas Nações Unidas (MIPAD) como um dos afrodescendentes mais influentes do mundo. Em 2026, Dino continua a ser uma força incontornável, colaborando com grandes nomes globais (como Criolo e Amaro Freitas no recente projeto de 2026) e atuando nos principais palcos mundiais.
💿 Discografia de Destaque
- 2008 – Eu e os Meus (como Dino SoulMotion)
- 2013 – Eva (Lusafrica / Destaques: “Nôs Tradison”)
- 2018 – Mundu Nôbu (Sony Music / Destaques: “Nova Lisboa”, “Como Seria”)
- 2020 – Kriola (Sony Music / Destaques: “Kriolu” com Julinho KSD, “Myriiam”)
- 2021 – Badiu (Sony Music / Destaques: “Lokura”, “Esquinas”)
- 2026 – Criolo, Amaro & Dino (Álbum colaborativo digital / Destaque: “Esperança”)
🏆 Prémios e Distinções
- Recordista dos Prémios Play: É o artista mais galardoado da história dos Prémios da Música Portuguesa (Play), vencendo múltiplas vezes categorias como “Melhor Artista Masculino” e “Melhor Álbum”.
- Globos de Ouro (Portugal): Vencedor do prémio de “Melhor Intérprete”.
- Cabo Verde Music Awards (CVMA): Vencedor na categoria de “Melhor Ritmo Internacional”.
- Ativismo e Literatura: Em 2025 lançou o livro autobiográfico “Cicatrizes”, refletindo sobre a sua jornada e luta pela igualdade e inclusão social através da arte.