Celebração e nostalgia: é o que definem o regresso oficial de um dos grupos mais marcantes da nossa história contemporânea. Quinze anos após a sua última atuação conjunta, os Splash! voltaram a reunir-se em palco para um concerto esgotado em Roterdão, nos Países Baixos, dando o pontapé de saída para uma digressão internacional que vai levar a sua música a Moçambique, aos Estados Unidos e, claro, a Cabo Verde.
Este marco histórico assinala também as três décadas do lançamento do icónico álbum Simplicidade (1996).

A Reunião de uma Família Musical
No passado dia 17 de outubro, a sala Annabel, em Roterdão, foi pequena para conter a emoção dos fãs. Djoy Delgado,Dina Medina, Danilo Tavares, Grace Évora, Laise Sanchez, Manu Soares e Johnny Fonseca voltaram a juntar-se para mais de duas horas de espetáculo, desfilando um alinhamento com cerca de 30 momentos musicais inesquecíveis.
O sucesso deste reencontro em Roterdão dá assim o pontapé de saída para uma rota de concertos repleta de nostalgia:
Moçambique: Atuação a 24 de outubro na IX edição do festival Nostalgia, em Maputo.
Estados Unidos: Concerto agendado para 28 de novembro no The Strand – Ballroom & Theatre, em Providence.
Cabo Verde: O regresso tão aguardado ao arquipélago está marcado para o mês de dezembro.

Para entender a dimensão deste momento, é impossível dissociar o grupo da sua enorme bagagem histórica. Nascidos e moldados no seio da comunidade cabo-verdiana na Europa, os Splash! revolucionaram a sonoridade moderna do país ao misturar o zouk, o funaná e batidas eletrónicas com a alma crioula.
O ponto alto dessa afirmação cultural ficou marcado nos Cabo Verde Music Awards (CVMA), onde a banda protagonizou uma noite inesquecível ao arrecadar cinco prémios de uma só vez — incluindo Melhor Banda ao Vivo e Melhor Álbum Eletrónico com Celebra, além da consagração de Grace Évora como Melhor Voz Masculina. Álbuns como Simplicidade, Nha Terra K’tchuva e Contradição provaram, ao longo dos anos, que o talento do grupo faz parte da banda sonora de várias gerações.
Uma Chama que o Tempo Não Apaga
Três décadas após o início de um percurso brilhante, os Splash! provam que a verdadeira música cabo-verdiana não tem prazo de validade. Esta digressão não é apenas uma viagem ao passado, mas a confirmação de que o vínculo entre estes artistas e o seu público permanece inquebrável. Com salas cheias e palcos internacionais rendidos ao seu talento, a cultura nacional celebra, com inteira justiça, a força de uma lenda viva.





